►08/03/08 - O prefeito Junji Abe anunciou neste sábado (08/03/2008), durante a entrega das obras de reforma do Casarão do Carmo, a criação de um novo espaço para as manifestações culturais no município. A área de 5 mil metros quadrados está localizada no prédio da antiga fábrica da NGK, na esquina das ruas Flaviano de Melo com a Tenente Manoel Alves, no centro da cidade.
“Temos uma comissão com representantes da Coordenadoria Municipal de Cultura, artistas da cidade e arquitetos analisando o imóvel. É bem provável que não tenhamos tempo de entregar este novo espaço cultural ainda em nosso mandato, mas o próximo prefeito, seja ele quem for, poderá concluir a obra”, destaca Junji.
A previsão, segundo o prefeito, é que após a finalização do projeto, que já está sendo elaborado, a obra esteja concluída em um período entre 12 e 18 meses. “Portanto, após a conclusão das obras de rebaixamento e alargamento da calha do Ribeirão Ipiranga que vão acabar com as enchentes no local”.
O coordenador municipal de Cultura, Adamilton Andreucci, salienta que será um grande espaço cultural capaz de abrigar atividades para formação de artistas, bandas e orquestras sinfônicas. Haverá, ainda, áreas próprias para realização de exposições, jardins de esculturas e bienais diversas.
“Além disso, não podemos esquecer que Mogi também está no páreo para receber o Centro Cutlural de Memória do Alto Tietê, cujo projeto elaborado pelo secretário municipal de Planejamento, João Francisco Chavedar, foi encaminhado à Associação dos Municípios do Alto Tietê (AMAT) pelo prefeito Junji Abe.
Avanços
A presidente do Conselho Municipal de Cultura, Ana Maria Sandim, destacou que evolução no setor cultural em Mogi das Cruzes é inquestionável. Isso é fruto, segundo ela, de uma gestão participativa. “Hoje, diferente do passado, podemos participar, apontar as necessidades, criticar, dar nossa opinião. Por isso estamos avançando muito, graças a essa postura do governo Junji Abe”.
O prefeito lembrou que quando assumiu a Administração em 2001 a cidade não possuía uma política cultural e vivia de eventos isolados, exclusivos para uma pequena parcela da sociedade. De lá para cá, foi feito um amplo trabalho de planejamento para criar mecanismos para popularizar e democratizar a cultura.
“É claro que não dá para resolver todos os problemas da cidade da noite para o dia. Temos que priorizar ações mais importantes que beneficiem uma maior parcela da sociedade. Mas evoluímos muito na questão cultural”.
Junji assinalou que hoje a cidade recebe, quase que semanalmente, shows com cantores consagrados no Ginásio Municipal de Esportes. Para os artistas mogianos, foram abertos novos espaços como o “Arte na Praça”.
O Teatro Municipal é palco de peças de teatro que fazem sucesso no País inteiro e recentemente Mogi ganhou o Cemforpe (Centro Municipal de Formação Pedagógica) e o Ciarte (Centro de Cidadania e Arte) que também recebem espetáculos. “Tudo isso sem contar as dezenas de projetos realizados que estimulam produção cultural e artística em todo o município”. (LS) ◘