Terça-feira, 11 de Março

Prefeito Junji Abe sugere à Caixa ações na
área habitacional e de saneamento básico
 


Prefeito Junji Abe recebeu a superintendente regional da CEF,
Cely Mantovani, e representantes do banco federal. Dossiê com
informações completas sobre a cidade foi apresentado na reunião


11/03/08 - Mogi das Cruzes é um dos municípios brasileiros que estão colaborando com um trabalho desenvolvido pela Caixa Econômica Federal (CEF) que visa a melhoria do relacionamento e dos serviços prestados às Administrações Municipais. Nesta terça-feira (11/03), o prefeito Junji Abe recebeu em seu gabinete a superintendente regional da CEF, Cely Mantovani, o gerente regional da instituição, Edson Macena de Brito, o gerente de Serviços da Gerência de Desenvolvimento Urbano (Gdur), Maurício Kazufumi Kamada, e a gerente geral da Agência de Mogi das Cruzes, Marluce Vieira Campos.

“A colaboração de Mogi, até por ser a cidade pólo da região do Alto Tietê, é muito importante neste trabalho de pesquisa. Os dados coletados sobre a realidade da região e a avaliação dos serviços oferecidos serão analisados para que possamos melhorar e estreitar nossa atuação com os municípios”, explicou Cely Mantovani.

O prefeito Junji passou à representante da Caixa um dossiê completo sobre Mogi das Cruzes, com dados sobre a evolução da arrecadação municipal, investimentos na área social e em infra-estrutura urbana, além de informações sobre a instalação de novas empresas e a geração de empregos no município. Além disso, o documento mostra a posição privilegiada da cidade em pesquisas de instituições renomadas, como a Fundação Getúlio Vargas e o Ministério do Trabalho, que retratam o forte crescimento econômico e social de Mogi.

Entre os dados que mais impressionaram a superintendente da Caixa estão os que mostram os grandes investimentos em saneamento básico. A questão do tratamento de esgoto - que atendia apenas 0,5% dos detritos recolhidos em 2000, hoje está em 45% e chegará a 93% em 2009 - foi o dado que mais chamou a atenção de Celi Mantovani.

“Importante ressaltar que chegaremos a 93% a partir do ano que vem, quando a nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) já estiver em total operação. A ETE, assim como a Estação de Tratamento de Água, entregue em fevereiro último, estão consumindo, até o momento, recursos da ordem de R$ 76,6 milhões, dos quais R$ 39,6 milhões são da Caixa e cerca de R$ 37 milhões, da Prefeitura”, destacou Junji.

Outra informação significativa é a que dá conta do aumento de atendimentos na rede municipal de Saúde. “Em Mogi, vamos além da nossa obrigação, que é o atendimento de baixa complexidade. Implantamos instrumentos como o Pró-Mulher e o Pró-Parto. O número de unidades de saúde saltou de 22 para 35 e o de pacientes atendidos, que era de 632 mil em 2001, deve ultrapassar os 2,6 milhões neste ano”, frisou o prefeito.

Sugestões

Quando questionado que tipo de programas a Caixa deve priorizar nos municípios, o prefeito foi incisivo: “É lógico que o financiamento de grandes obras, como pontes e viadutos, é importantíssimo para o desenvolvimento das cidades. Mas entendo que, neste momento, a prioridade deve ser o investimento em moradias de baixíssimo custo e em saneamento básico”, afirmou.

Para Junji, o empobrecimento da população é fruto, principalmente, do processo inflacionário que atingiu o País no final dos anos 70 e persistiu durante toda a década de 80. De lá para cá, o cidadão de baixa renda foi sendo espremido e, sem condições financeiras, começou a invadir áreas particulares, dando origem a milhares de loteamentos clandestinos na Grande São Paulo.

“Temos que proporcionar moradias dignas para estas famílias, que habitam locais sem nenhuma estrutura, sem rede de água ou esgoto. E como vamos impedir o povo de ficar doente se o esgoto corre em frente à casa dele? Só que nenhuma Prefeitura consegue desenvolver ações habitacionais por conta própria, assim há necessidade de financiamento da Caixa. O máximo que cidades como Mogi, em franco crescimento, conseguiriam seria entrar com uma contrapartida, como a desapropriação de terrenos para implantação dos condomínios”.

Outra observação feita pelo prefeito diz respeito aos financiamentos obtidos pelos municípios junto à Caixa. “O dinheiro não é corrigido e todo aumento de custos nas obras acaba sendo absorvido pelas Prefeituras. É o caso do Pró-Sanear, cuja contrapartida municipal não chegava a R$ 20 milhões quando o contrato foi assinado em 2004, e hoje já está em R$ 37 milhões, praticamente 50% do valor total já investido na obra. Se Mogi não estivesse numa curva ascendente de crescimento, poderíamos ter problemas para honrar os compromissos. Assim, seria muito importante que esta questão da correção do financiamento fosse estudada com carinho”, explica Junji.

Também participaram do encontro com a superintendente regional da CEF os secretários municipais João Francisco Chavedar (Planejamento e Urbanismo) e Aroldo da Costa Saraiva (Finanças). (LS) ◘

 
 

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